QI Tech lança sua DTVM com R$ 200 milhões de ativos sob custódia | Qitech

A indústria nacional de fundos de investimento alcançou patrimônio líquido de R$ 7,75 trilhões no primeiro semestre de 2023, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O período foi marcado por saídas líquidas da ordem de R$205 bilhões, mas o momento ainda é positivo: em 2023, o patrimônio cresceu 7,1% em relação ao ano anterior.

O setor se mantém em alta enquanto se prepara para uma das maiores mudanças de sua história: a resolução 175 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) entra em vigor em outubro com uma série de mudanças significativas que prometem melhorias para o mercado.

As novas normas aumentam as oportunidades para os gestores de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), já que as cotas desses fundos deixam de ter exclusividade aos investidores qualificados para poderem também ser destinadas ao varejo, desde que atendam a alguns critérios da nova regulamentação.

Na avaliação de Pedro Mac Dowell, fundador e CEO da QI Tech, a custódia e administração de fundos de investimento são duas das etapas mais defasadas em termos de tecnologia, uma vez que os sistemas que suportam tais atividades foram desenvolvidos nas décadas passadas.

“Existe uma dor clara no setor: a falta de tecnologia moderna. As operações de crédito evoluíram mais rápido do que a administração e custódia dos FIDCs. Hoje temos centenas de operações de crédito high-frequency atuando 24 horas por dia, sete dias por semana. O volume transacional é muito alto e isso requer tecnologia de ponta”, afirma Mac Dowell.

É nesse contexto que a QI Tech dá um passo importante ao lançar sua Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM). Com tecnologia proprietária, a QI DTVM permite a automatização dos processos operacionais e a compra de ativos em high-frequency e 24/7.

A QI Tech, empresa de tecnologia de serviços financeiros, foi a primeira companhia aprovada pelo Banco Central para operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD). Agora, passa a ser a primeira fintech a ter ambas as licenças: SCD e DTVM.

Habilitada a administrar e fazer a custódia e escrituração de FIDCs e demais fundos de investimento, a QI DTVM começa sua atuação com R$ 200 milhões sob custódia e trabalha com a perspectiva de alcançar os R$ 5 bilhões até o final de 2023.

“A tecnologia proprietária da QI DTVM possui conciliação imediata na compra de ativos em high-frequency, cadastro unificado de cedentes e fechamento e cotização do fundo no mesmo dia, possibilitando aos gestores maior rentabilidade e melhor alocação de capital”, descreve Gianluca Malta, diretor-geral da QI DTVM. Dessa forma, em operações de crédito 24/7, o cliente conta com os recursos a qualquer momento do dia via Pix, enquanto os gestores ganham eficiência na compra do ativo e informação real-time.

Valquiria Matsui, diretora comercial da QI DTVM, lembra que a distribuidora transforma a QI Tech na única fintech full service na jornada de crédito. “Oferecemos white label desde o princípio, com onboarding digital, KYC, análise antifraude e motor de crédito. Passamos pelo Banking as a Service, com contas digitais, pagamentos e emissão de cartões, e também pelo Lending as a Service, que abrange esteiras de crédito com ou sem garantias emissão de CCBs e Notas Comerciais. E, finalmente, fazemos também a administração e custódia dos FIDCs”, ela descreve.

Ao desenvolver tecnologias próprias e levando em consideração as principais dores e demandas do mercado, a QI Tech reduz, por exemplo, o retrabalho com checagens internas e processos manuais. “É muito mais eficiente para o gestor acompanhar todas as etapas operacionais em apenas uma plataforma. Desenvolvemos automações de ponta a ponta, promovendo ganhos de eficiência e permitindo escalar de forma rápida e alinhada com a nova regulamentação”, descreve a diretora comercial da QI DTVM.

Olhando para o futuro dos serviços financeiros, a QI Tech planeja oferecer a infraestrutura completa da DTVM no formato as a Service. “Queremos permitir que qualquer assessor de investimento possa ter controle total do relacionamento com seus clientes, sem que ele precise ter vínculos com um único player”, relata Malta.

Outra solução em vista é estender o Buy now Pay later (BNPL) para operações cross-border. “Essa operação vai permitir que qualquer brasileiro possa comprar parcelado em lojas do exterior que só aceitam pagamentos à vista”, afirma Mac Dowell, que finaliza: “Seguimos cumprindo nossa missão de democratizar o acesso a crédito”.

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