Lucro regulatório da Isa Cteep cresce 253% no 2º trimestre | Empresas

A transmissora de energia ISA Cteep registrou um lucro líquido (ajustado pela participação do acionista não controlador) de R$ 261,2 milhões no segundo trimestre de 2023, um crescimento de 252,6% frente aos R$ 74,1 milhões registrados no mesmo período de 2022, conforme os indicadores regulatórios informados pela companhia na noite desta segunda-feira (31). A receita líquida regulatória teve avanço de 21,7% na comparação anual, indo para R$ 891,7 milhões no período, ante R$ 732,9 milhões em 2022. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) do trimestre totalizou R$ 686,8 milhões, alta de 23,8% em relação ao trimestre anterior.

De acordo com as informações trimestrais (ITR) encaminhadas pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a receita líquida da companhia foi de R$ 1,4 bilhão ao final do segundo trimestre, queda de 12% em base anual. No mesmo documento, consta lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 600,86 milhões, retração de 14% em relação ao mesmo trimestre de 2022.

Entre os destaques do período está o primeiro grande leilão de transmissão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 30 de junho de 2023. A companhia obteve sucesso nos lotes 7 e 9 lotes, que juntos adicionarão R$ 226,3 milhões de Receita Anual Permitida (RAP) e R$ 2,43 bilhões de investimentos à carteira de projetos, com prazo de construção de 66 e 36 meses, respectivamente. Com isso, a empresa totaliza cerca de R$ 12 bilhões de investimentos em curso.

A empresa terá o desafio de construir 522 km de linhas de transmissão em circuito duplo, totalizando 1.044 km nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Ao Valor, o diretor-presidente da empresa, Rui Chammas, e a diretora financeira, Carisa Cristal, explicam que faz parte de uma estratégia que começa a se materializar.

“Continuamos investindo em reforços e melhorias. Nosso objetivo é investir algo próximo de R$ 1 bilhão por ano, ganhamos dois lotes no último leilão de transmissão, o que vai nos permitir investir mais”, diz Chammas.

Cristal lembra que a empresa vinha reportando resultados abaixo do esperado por conta da mudança no cronograma de pagamento do componente financeiro da Rede Básica Sistema Existente (RBSE), que criou uma redução dos recebimentos no curto prazo, porém isso se inverteu. Segundo ela, o bom resultado de agora somado às expectativas de RAP para os próximos anos e investimentos programados e os resultados no último leilão trazem um Ebitda mais robusto, o que traz conforto para a alavancagem da empresa, que pelo critério dívida líquida sobre Ebitda está em 2,6 vezes.

“O lucro aumenta R$ 159 milhões de receita pela entrada de novos projetos de reforços e melhorias. São mais R$ 78 milhões de equivalência patrimonial em função da entrada de três projetos de controle conjunto (…), que entraram em operação no final do ano passado, mas neste trimestre já têm a RAP integral. Além de um bom resultado financeiro, com a queda do IPCA, já que boa parte de nossa dívida está atrelada ao IPCA. Estes ítens mais a recomposição do RBSE faz com que nosso resultado fique mais de 250% acima”, explica.

A empresa avança agora na fase final de energização de Triângulo Mineiro, um dos sete projetos que a empresa tem em carteira, e deve avançar na construção das linhas do Projeto de Minuano. O projeto Riacho Grande já iniciou a construção da fase subterrânea. Os outros projetos seguem em fase de licenciamento e engenharia.

 

Sistema de baterias para armazenar energia da Isa Cteep — Foto: Divulgação

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