G20: ao lado de ministro de Milei, Yellen diz que Argentina terá uma difícil transição econômica


Secretária do Tesouro dos EUA afirmou que proteger a população mais vulnerável é de extrema importância durante esse período. Luis Caputo disse que governo sabia que medidas seriam ‘desafiadoras e duras’, mas que serão ponto de inflexão para a economia argentina. Coletiva de Imprensa da Secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, em São Paulo
Alexandre Schneider
Na abertura de uma reunião bilateral entre Estados Unidos e Argentina, a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, afirmou nesta quinta-feira (29) que o país sul-americano herdou um caminho difícil para a estabilização econômica, mas já tomou passos importantes para restaurar a sustentabilidade fiscal, ao ajustar a taxa de câmbio e visando medidas de combate à inflação.
Yellen teve agenda com o ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, durante a trilha de Finanças do G20, que acontece nesta semana em São Paulo.
“Não há dúvidas de que esse foi e continuará sendo um período de difícil transição econômica para a população da Argentina. Proteger os mais vulneráveis durante essa transição será um desafio, mas é vital”, afirmou Yellen.
Luis Caputo, por sua vez, afirmou que o governo sabia que as medidas implementadas pelo governo do novo presidente do país seriam “desafiadoras e duras”, mas reforçou que o país está confiante de que essas iniciativas devem trazer um ponto de inflexão para a economia argentina.
A secretária do Tesouro afirmou, ainda, que enxerga uma série de possíveis áreas de colaboração entre os dois países no que diz respeito aos tópicos sendo discutidos no G20. “Eu antecipo uma relação ativa e construtiva entre o Departamento do Tesouro norte-americano e o Ministério da Economia “, disse Yellen.
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O que é o G20?
O Grupo dos 20, ou G20, é uma organização que reúne ministros da Economia e presidentes dos bancos centrais de 19 países e de dois órgãos regionais, União Europeia e a União Africana.
Juntas, as nações do G20 representam cerca de 85% de toda a economia global, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial.
O G20 conta com presidências rotativas anuais. O Brasil é o atual presidente do grupo, tomou posse em 1º de dezembro de 2023 e fica no comando até 30 de novembro de 2024. Durante esse período, o país deve organizar 100 reuniões oficiais.
A principal delas será a Cúpula do G20 do Brasil, programada para os dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro.
Depois de cada Cúpula, o grupo publica um comunicado conjunto com conclusões, mas os países não têm obrigação de contemplá-las em suas legislações. Além disso, os encontros separados de autoridades de dois países são uma parte importante dos eventos.
O G20 é formado pelos seguintes países:
África do Sul;
Alemanha;
Arábia Saudita;
Argentina;
Austrália;
Brasil;
Canadá;
China;
Coreia do Sul;
Estados Unidos;
França;
Índia;
Indonésia;
Itália;
Japão;
México;
Reino Unido;
Rússia;
Turquia;
União Europeia;
União Africana.
O G20 surgiu em 1999, após uma série de crises econômicas mundiais na década de 1990. A ideia era reunir os líderes para discutir os desafios globais econômicos, políticos e de saúde.
Naquele momento, falava-se muito em globalização e na importância de uma certa proximidade para poder resolver problemas. O G20 é, na verdade, uma criação do G7, que é o grupo de países democráticos e industrializados, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e União Europeia.
O primeiro encontro de líderes do G20 aconteceu em 2008. A cada ano, um dos 19 países-membros organiza o evento.

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